O INSS avalia o BPC por dois instrumentos: a perícia médica (impedimento físico, mental ou sensorial) e a avaliação social (renda, composição familiar, vulnerabilidade). Ambas são obrigatórias e precisam ser bem documentadas.
O perito médico analisa se a deficiência gera um impedimento de longo prazo — duração mínima de dois anos — que restrinja a participação plena. O diagnóstico isolado não basta: o perito quer saber o impacto funcional no cotidiano.
Documentos essenciais:
A assistente social avalia condições de vida, composição familiar e renda. Verifica se a renda per capita é de até R$ 405,25 e se o CadÚnico está atualizado.
Fatores como moradia precária, ausência de cuidador remunerado e dependência para atividades básicas também são considerados e fortalecem o pedido.
A negativa pode ser contestada por recurso administrativo no prazo de 30 dias. Se o recurso também for negado, a via judicial permite produzir laudos complementares que frequentemente invertem o resultado.
Para o requerimento e a perícia, não é obrigatório. Para recursos e ações judiciais, a assistência jurídica aumenta as chances de sucesso.
Sim. Se precisar remarcar, faça com antecedência pelo Meu INSS ou pelo 135.
Sim. Laudos de especialistas particulares são aceitos e podem ser determinantes para o resultado.
Pode ocorrer no mesmo dia ou em datas separadas, dependendo da agência. Ambas são necessárias para a concessão do BPC.
A perícia do BPC é um momento decisivo. Uma documentação completa, com laudos que descrevam o impacto real da deficiência no cotidiano, aumenta significativamente as chances de aprovação. Se foi negado, o recurso e a via judicial são caminhos legítimos.
Denise Viana (OAB/RS 131222) é advogada com atuação em Direito Previdenciário e Direito Condominial. Atende em todo o Brasil por WhatsApp e videoconferência, com foco em LOAS/BPC, Salário-Maternidade e recuperação de créditos condominiais.
Áreas: LOAS · BPC · Salário-Maternidade · Visão Monocular · TEA · Direito Condominial · Cobrança de Cotas
Ficou com dúvida sobre o seu caso?
Falar com a Dra. Denise